Heróis

No meio do mal, há sempre quem faça o bem. Estas 4 iniciativas ajudam os refugiados à chegada.

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Os protestos anti-refugiados na Alemanha têm sido capa de jornais e revistas praticamente em todo o mundo. Mas como em qualquer situação, onde há muito mal, há também muita gente a lutar pelo bem. E na Alemanha o número de voluntários a recolher roupas e bens para distribuir pelos refugiados tem vindo a aumentar de dia para dia.

Wolfgang Esser é um dos responsáveis por organizar clubes e jogos de futebol para as crianças das famílias sírias que vão chegando ao país pois, como ele próprio diz, “O desporto é o melhor veículo de integração.”

Além dele, vários outros voluntários estão a ensinar alemão aos refugiados e estão a dar-lhes apoio com os infinitos papéis e burocracias de quem chega a um novo país numa situação destas.

Até ao momento já foram criados dois sites, um para ofertas de trabalho específicas para refugiados e um outro (disponível desde dezembro de 2014) para estudar online, ou seja, uma forma de continuar os estudos de universidade remotamente. O primeiro, como mais de 150 ofertas de trabalho em centenas de empresas foi criado por dois estudantes de Berlim que o apelidaram de Workeer. O site é absolutamente gratuito, tanto para quem procura como para quem oferece postos de trabalho, e as informações de cada posto estão todas detalhadas, incluindo o pagamento, para evitar situações de exploração ou burlas.

A universidade remota tem o nome de Wings University foi também criada por um estudante de Berlim, e é especialmente dedicada para refugiados que desejem continuar, ou começar, a tirar um curso enquanto esperam que a burocracia avance com os seus processos. A universidade procura oferecer, como o próprio site anuncia, “Educação superior de qualidade mundial. Cursos internacionalmente creditados. Para todos, em qualquer parte. Independentemente de género, nacionalidade, etnicidade, religião, idade, estatuto financeiro ou social. Mas feito à medida das necessidades e requisitos dos refugiados por este mundo fora.” Para a inscrição não é necessário qualquer prova de identidade, ou grau académico.

 

Não só na Alemanha a aceitação daqueles que precisam de um porto seguro tem aumentado, mas também noutros países, como a Áustria – exemplo mostrado no vídeo acima. Uma equipa de voluntários têm-se juntado nas estações de comboios por onde os refugiados têm de passar, distribuindo comida, água e produtos sanitários como escovas de dentes e outros produtos de higiene. Até ao momento, mais de 3500 migrantes chegaram a Viena por comboio – e muito mais estão previstos.