Saúde e bem-estar

Este simples gesto pode salvar a vida do seu filho, neste verão.

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Com o início do verão e do tempo mais quente vem a tentação de entrar numa piscina, no mar, ou em qualquer tipo de corpo de água. E por isso é importante relembrar algumas regras de segurança que podem, no pior dos cenários, salvar a sua vida ou a de alguém da sua família.

O mais importante a ter em mente quando estamos na água é que devemos sempre manter-nos calmos, evitar zonas onde não temos pé – zonas onde os nossos pés já não conseguem tocar confortavelmente no solo – e evitar entrar na água quando há correntes fortes. As condições do mar estão normalmente sinalizadas com bandeiras coloridas, pelo que devemos começar por analisar todos os sinais e só depois entrar, cumprindo estas regras básicas de segurança.

Mas quando todas as medidas de prevenção falham, é importante sabermos como nos comportar numa situação de afogamento – e é ainda mais importante que o ensinemos àqueles que amamos. E uma vez que as crianças são, normalmente, as que mais arriscam e menos percepção do risco têm, é extremamente importante que elas tenham aulas de natação e de adaptação ao meio aquático – e quanto mais cedo e gradualmente começarem, mais probabilidade têm de se sentir perfeitamente à vontade dentro de uma piscina ou no mar desde cedo.

Na escola de prevenção de afogamentos apresentada no vídeo, o professor Adam Hudak – bombeiro de formação, com uma especialização em instrução de recursos para natação infantil – prepara crianças, entre os 6 meses e os 6 anos de idade, para se salvarem a eles mesmos numa situação de afogamento.

Naquele que é um programa de aulas controverso e difícil de observar para muitos pais, Adam ensina os bebés a virarem-se de costas na água e a boiarem, aproveitando o instinto de sobrevivência que nas crianças ainda está muito desperto. Adam nunca sai de perto das crianças e nas fases iniciais apoia-lhes a cabeça e as costas, para que adoptem a posição correta.

Mas poucos meses depois de começarem, a maioria das crianças já consegue adoptar a posição de salvamento sem que ele as apoie, tendo só que praticar o chamamento de socorro e que melhorar a tensão que ainda sentem pois quanto mais calmas estiverem as crianças, menores são as chances de se atrapalharem.

No minuto 1:03 do vídeo vemos a pequena Lucy, com apenas 10 meses de idade, a adoptar essa posição depois do professor a colocar de bruços na água. Os pais entrevistados advogam que colocaram os seus filhos nestas aulas porque querem que as crianças sejam autónomas e se consigam manter em segurança, mesmo quando estão num ambiente fora do comum, como a água.

Isto não significa de forma alguma que as crianças devam ficar sozinhas dentro de água, mas não é realista pensar que conseguimos tê-las sempre debaixo de olho e como diz o ditado “É melhor prevenir, que remediar”.

No vídeo a seguir (sem som até ao minuto 1:00) vemos mais um exemplo de um bebé com pouco mais de um ano que também aprendeu esta técnica e que a põe em prática depois de cair, por acidente, na piscina de sua casa. Graças à posição que adoptou e ao facto de se manter calmo enquanto chamava por ajuda, ele conseguiu ficar mais de 5 minutos dentro de água até que chegar a ajuda necessária.

Neste verão, não arrisque. Inscreva as suas crianças em aulas de natação e converse com o seu professor acerca das técnicas de prevenção ensinadas.