Curiosidades

Esta nova espécie de tubarão mais parece um réptil do que um peixe.

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Como já referimos noutros artigos, há inúmeras espécies marinhas que ainda não conhecemos – e que talvez nunca venhamos a conhecer! Contudo, as equipas de investigação mantêm-se atentas às alterações dos habitats e ao aparecimento de novos animais, nunca antes vistos ou registados, que ainda estão por descrever.

Esta nova espécie foi descrita depois da recolha de algumas amostras, por Gerald R. Allen e a sua equipa, em meados de 2013. A espécie foi avistada perto da Ilha de Ternate, localizada a este da Ilha de Halmahera – a maior das ilhas Molucas, na Indonésia – o que lhe valeu o nome “Tubarão de Halmahera”.

[bctt tweet=”Esta nova espécie foi descrita depois da recolha de algumas amostras, em meados de 2013.”]

Esta espécie, com o nome científico Hemiscyllium Halmahera, partilha muitas características com a Hemiscyllium galei, com a excepção da localização geográfica – esta última habita na Papua Ocidental – e o padrão de manchas que apresenta no corpo. 

O que distingue também este tubarão de tantos outros é o facto de ele se deslocar pelo fundo oceânico com a ajuda das suas barbatanas peitorais. Associados à tração das barbatanas no solo estão os movimentos ondulatórios do corpo, característicos desta classe. Esta forma de locomoção confere à espécie uma movimentação quase reptiliana, parecendo-se mais, para quem olha, com um lagarto do que com um peixe.

[bctt tweet=”O que o distingue de tantos outros é o facto de ele se deslocar com a ajuda das barbatanas peitorais.”]

No passado já tinham sido identificados outros tubarões com características semelhantes, que se agrupam todos na família dos tubarões-bambu.

Para saber mais sobre esta investigação, poderá consultar o International Journal of Ichthyology, n.º19.