Boa disposição

Esta inspiradora mulher trabalha há 85 anos, e não pensa parar tão cedo.

video

Se pudesse deixar de trabalhar hoje mesmo, mantendo uma reforma ou algum tipo de sustento, aceitava? A maior parte das pessoas provavelmente sim. Mas Felimina Rotundo não. Ela trabalha desde os 15 anos de idade e agora, já com 100 anos, não pensa parar de trabalhar enquanto os seus pés lhe permitirem.

Felimina vive em Buffalo, nos EUA, e gere uma lavandaria onde trabalha das 08h até às 18h, 6 dias por semana.

Dado que a entrevista dada pela própria não tem legendas em português, aqui lhe deixamos uma tradução livre do vídeo:

“E nós estamos a lavar roupa.

Que bom!

Como é que se chama? Como é que ele se chama?

Patrick. [Para o cão] Pára de falar, ele vai tirar a tua fotografia.

Está alguém a ajudá-la a gerir a loja, ou é só a senhora?

Não o ouvi, sou surda.

Há alguém a ajudá-la com a loja, ou é só você hoje?

Hoje? Desde sempre!

Ahah, ok!

Não, o meu marido faleceu há cerca de 19 anos.

Ah lamento, lamento ouvir isso. E a que horas costuma fechar normalmente?

18h.

18h?

Das 8h às 18h.

Das 8h às 18h! Fica aqui o tempo todo, o dia todo?

O que é que eu vou fazer, em casa? Lavar pratos? Ahahah

Disse que o seu neto vem ajudá-la com a roupa? Ele gere outra loja, o seu neto? O seu neto ajuda-a a gerir outras coisas?

Não, o meu filho. Ele tem uma loja, a sua loja em West Ferry, a Rotundo’s.

Ah, estou a ver. Ok.

Sim, o meu filho. [Para o cão] Que é?

Sabe, quando isto era privado, faziam-nos usar camisa, gravata, casaco, calças de caqui. Era elite, sabe? Depois vieram com (???), camisas velhas. Mudou do dia para a noite. Era diferente, diferente, diferente.

Quando é que isso aconteceu? Nos anos 50? (Não ouve) Quando é que isso foi? Nos anos 50, que mudou? Nos anos 60?

À volta de 58, nos anos 50. Nos anos 50 mudou. Se era melhor? Nós tínhamos mais clientes, mas era melhor, era melhor…”

Felimina diz não concordar com a idade da reforma actual, porque não acha bom para as pessoas que fiquem em casa tão novas sem nada para fazer. Na opinião dela, a idade da reforma – se o corpo permitir – deveria ser os 75, porque o trabalho é o que nos mantém activos.

O que é certo é que se trabalharmos naquilo que amamos, não trabalhamos um dia na vida. E ao fazermos o que gostamos, não nos deve custar avançar pelos anos trabalhando, sem sequer sonhar com a reforma.

Utópico? Talvez. Mas inspirador também, não acha?