Inspirações

Ele veio a público falar da sua luta contra um dos vícios mais comuns hoje em dia.

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(Tradução livre do vídeo, que não tem legendas em português)

“Costumava ser muito mau. Mesmo quando sabia o mal que fazia, continuava a usar. Sabia os estragos que estava a fazer, a tudo à minha volta, e continuava a usá-los. Não conseguia parar.”

“Eu repetia para mim mesmo que o problema não era eu, continuava a achar que não era nada demais. Nem sequer pensava muito nisso! Eles estavam simplesmente lá e era tão fácil. Magooei-me pelos estragos que estava a fazer. Não apenas a mim, mas a tudo o que me rodeia.”

“No princípio sentia-me pressionado, pela sociedade. Eu acho que muita gente nem se apercebe que tem este hábito. Está tão marcado neles. Eu vejo miúdos a usá-los como se não fosse nada e só lhes quero dizer «Tu não precisas disso. Tu vais estragar o teu futuro.» Eu ainda os vejo em todo o lado e ainda, não lhe vou mentir, ainda quero pegar num. Mas estou mais forte agora, consigo viver sem isso.”

«Está bem?» Sim, sim, estou bem. Às vezes é complicado, ainda tenho momentos de fraqueza, mas tomei responsabilidade por isso, tomei responsabilidade pelas minhas acções e estou mais feliz agora. E sei que não preciso deles.”

«Como é que mudou para si?» “Comecei apenas a usar um destes. É só um saco, mas não é de plástico. Não há plástico nenhum aqui. Fácil!”

«Em todo o mundo, mais de 500 biliões de sacos de plástico são usados anualmente. Eles acabam nos oceanos, matando dezenas de milhares de baleias, aves, tartarugas e outras espécies marinhas. Quebre esse hábito, torne-se livre de plástico para a vida.»

“Lindo!”

Quantas vezes saiu de uma loja com um saco de plástico e apenas um artigo lá dentro? E quantas dessas vezes, chegou a casa e primeira coisa que fez foi colocar esse mesmo saco no caixote do lixo? Se a sua resposta foi “Zero” a ambas as questões, damos-lhe os nossos mais sinceros parabéns. Mas se você pertencer à grande maioria da população provavelmente a sua resposta para ambas as questões será “demasiadas.”.

Os sacos de plástico são, a cada dia que passa, um problema crescente, que afecta grande parte da população mundial. Isto porque, mesmo naquelas ilhotas desertas no meio do oceano, ou no ponto mais central de uma qualquer tribo, os sacos (e demais artigos) de plástico estão a alastar-se e a conquistar terreno.

Não é só na Europa, ou nos Estados Unidos, ou na China que se utilizam quantidades infinitas de sacos de plástico. E mesmo que haja – o que não é possível de acreditar – algum país, ou sequer cidade, onde os sacos de plástico, palhinhas e pacotes ainda não chegaram para venda, certamente que já lá chegaram como forma de poluição.

Sim, mesmo nas ilhas desabitadas. Porquê? Porque o plástico não se degrada tão rapidamente como o papel e por isso vai parar às lixeiras, de onde pode facilmente voar, ou mesmo ser conscientemente transportado para outros locais – como o mar. Sim, leu bem. Hoje em dia há mais partículas de plástico nos oceanos do que plâncton e não é preciso nadar para muito longe para rapidamente descobrir sacos de plástico, garrafas, latas ou palhinhas dentro de água. (Já para não mencionar as toneladas de partículas microscópicas que estão na água, mas que não são visíveis a olho-nu.)

Deixe-se inspirar pelo satírico vídeo mostrado acima. Basta que saia com sacos de pano quando vai às compras. Se, como a maioria das pessoas, não quiser ter de ir a casa de cada vez que vem do trabalho e passa por uma loja, guarde um punhado de sacos de pano no seu carro, ou ande com um saco desdobrável no seu bolso quando for à rua. Na pior das hipóteses, se for fazer uma compra de última hora para o jantar e não tiver sacos consigo, avise o empregado da loja que não precisa de saco e traga os artigos na mão.

Felizmente, graças à consciencialização global que tem vindo a ser feita actualmente contra este mal, vários países entraram já com medidas de prevenção, taxamentos ou mesmo proibição da utilização de sacos de plástico nas lojas. Mas a verdadeira acção parte de cada um de nós. Diga não aos sacos de plástico e inspire os que lhe estão próximos a fazerem o mesmo.