Emoções

Ele fotografou desconhecidos em poses íntimas, para passar uma importante mensagem nos dias que correm.

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Richard Rinaldi é um fotógrafo Nova Iorquino que iniciou um projeto diferente da maioria, ao qual deu o nome “Tocando estranhos”.

Neste projeto, Richard procura por estranhos e coloca-os em poses como se se conhecessem há anos e tivessem uma relação pré-existente. Atualmente, Richard tem centenas de fotografias de casais desconhecidos, famílias que nunca se tinham visto e amigos que ainda não se conheciam.

Em algumas das fotos o desconforto do desconhecido é visível, mas na sua grande maioria as pessoas conseguiram criar alguma empatia com o outro, ainda que por breves momentos, e captar uma imagem de harmonia, respeito e intimidade.

As poses são estudadas pelo fotógrafo, mas ele garante que o sentimento expresso nos olhares e no toque é real e as pessoas fotografadas confirmam que o desconforto inicial foi substituído rapidamente por uma espécie de cumplicidade a partir do momento em que o flash dispara.

Como alguns deles mesmo dizem “Nós estamos provavelmente a perder tanto das pessoas que nos rodeiam.”. Até porque, depois de um momento tão íntimo, como o de uma fotografia de um abraço desconhecido, é fácil sentir-se como alguns destes participantes: “Eu senti que gostava mesmo dela. Senti que isto deitou abaixo uma série de barreiras.”, “Foi bom sentir esse conforto.”.

Para o fotógrafo, esta é uma experiência maravilhosa, porque “todos saem com um bom sentimento”.
Como diz Steve Hartman, “A maior parte dos fotógrafos captam a vida tal como ela é. Mas nestes estranhos, Richard Rinaldi captou algo muito mais etéreo e furtivo: ele capta a humanidade como deveria ser. A humanidade que a maior parte de nós deseja que acontecesse.”

Este inspirador projeto vem provar mais uma vez que o mundo de harmonia e paz que todos desejamos ver está ao alcance de cada um de nós. Basta, para isso, que mudemos a nossa atitude perante os outros, que abramos o coração independentemente de quem está do outro lado. E que aprendamos a aceitar as diferenças que nos tornam únicos e, por isso, tão especiais.