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Aos 16 anos ela descobriu a forma mais eficiente de detectar o vírus do Ébola.

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Há cerca de um ano, a humanidade foi repentinamente confrontada com um dos vírus mais mortais ainda existentes: o vírus do Ébola. Foi notícia de jornal durante meses, apesar de ter começado onde sempre aconteceram casos – nos países da África Subsariana como o Congo, Gabão, Gana, Costa do Marfim, entre outros. Mas se o vírus do Ébola sempre foi notícia, o último surto ficou marcado para a história como o que mais rapidamente se alastrou, tendo sido registados casos em alguns países da Europa e nos Estados Unidos da América.

Depois da dispersão do vírus a países desenvolvidos, a procura para uma cura para esta epidemia rapidamente começou a estar no topo da lista da indústria farmacêutica. E, com alguma rapidez, desenvolveram-se testes que permitem confirmar se a pessoa está infectada com o vírus em menos de 24h. Mas esses testes custam milhares de dólares, precisam de pessoal médico especializado e necessitam de ser armazenados em áreas refrigeradas. Todos estes pré-requisitos tornam impossível a aplicação destes testes em países de terceiro mundo ou subdesenvolvidos, como os países africanos mais afectados pelo vírus.

E por isso, aos 16 anos, Oliva Hallisey criou um novo teste, que pode ser guardado à temperatura ambiente durante cerca de 3 semanas, sem que se danifique; não precisa de ser administrado por pessoal médico especializado; revela os resultados em apenas 30 minutos e é significativamente mais barato. Oliva descobriu uma forma de estabilizar os químicos necessários à detecção do vírus ao utilizar um fio de seda no suporte de cartão, o que elimina a necessidade de refrigeração.

O teste, feito à base de cartão, consiste de uma cruz com um círculo no meio. Os três químicos necessários à detecção do vírus estão colocados em cada uma das pontas da cruz, sendo que na quarta ponta é colocado o soro sanguíneo do paciente que está a ser testado.

Depois da colocação do soro sanguíneo é necessário adicionar gotas de água a cada uma das pontas da cruz, o que vai conduzir os químicos e o soro ao círculo central, fazendo com que as 4 componentes do teste se misturem, revelando uma cor específica para os resultados positivos e outra para os negativos. O vídeo acima ilustra todo o processo, num curto time-lapse.

Graças a esta descoberta, Oliva recebeu o primeiro prémio da Feira Científica do Google onde competiu com outros 22 finalistas, arrecadando uma bolsa de 50.000 dólares do Google e um troféu feito de peças de Lego. Numa entrevista sobre o seu feito, Oliva disse ainda que este teste pode facilmente ser adaptado para a detecção de outras doenças como Dengue, HIV, Doença de Lyme e alguns tipos de cancro.

Imagem de capa retirada do vídeo de Neo News.