Inspirações

A alma deste café não está na comida, mas sim em quem lhe serve o almoço.

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Não é segredo para ninguém que, por aqui, apoiamos vivamente todas as iniciativas que visam a integração de pessoas com Necessidades Especiais na sociedade. Mostrámos-lhe o caso de Maddy, uma modelo de 18 com Síndrome de Down; a história do Albergo Ético, que emprega somente jovens com o mesmo distúrbio genético e este vídeo emocionante de uma futura mamã que descobre que o seu filho sofre da mesma doença.

Felizmente o número de casos como os anteriormente listados não param de aumentar, e desta vez a boa notícia vem-nos do Texas. Ruth Tompson é a orgulhosa dona de um café em McKinney, o Hugs Café, que contratou 24 adultos com deficiências motoras e cognitivas para formarem a equipa de cozinha e de serviço do estabelecimento.

Por enquanto a equipa está a receber formação, mas a abertura do espaço está prevista para este mês de Outubro.

Dado que o vídeo não tem legendas em inglês, aqui lhe deixamos uma tradução livre da reportagem:

“Então, precisas de uma colher de chá de bicarbonato de sódio…”

Cozinhe aqui e vai ter todos os ingredientes.

“Excelente!”

Mas nem todos os ingredientes vão parar à tigela. Uma mistura de abraços com uma pitada de sorrisos, é assim que se fazem as coisas por aqui.

“Nós não lhes estamos a dar uma esmola. Estamos a investir neles.”

“Bolachas são sobremesa? Tens razão.”

Em McKinley, Ruth Tompson abriu um restaurante raramente visto.

“Vais pôr a farinha?

“Sim, eu tive um sonho sobre um restaurante que empregava adultos com Necessidades Especiais.”

“Nunca sabe quando é a primeira vez.”

Mike Sessom é o responsável de caixa e o porteiro do restaurante. Há 25 anos atrás ele teve um acidente de carro e foi disparado para fora do veículo.

“Eu tinha 3% de probabilidade de sobreviver. Graças ao bom Deus eu consegui sair dali vivo.”

“Isto é um quarto.”

Ele é um dos 24 adultos com necessidades especiais contratado para trabalhar no Hugs, num trabalho remunerado. A maior parte da preparação, cozinha e serviço será feito por eles.

“Nós estamos a adaptar as nossas tarefas para ir ao encontro das capacidades deles.”

“Bate, bate, bate.”

Colegas de equipa, como são chamados, [“doeu?”]contam uns com os outros e encorajam-se mutuamente.

A mãe da Cathy também o reconhece.

“Ela ganha outras cores e já recuperou o risinho contente dela.”

“Vai Cathy, vai Cathy!”

Eles estão todos a ganhar algo daqui. Depois de passarem a idade escolar, pequenascoisas como cortar papel ou dispor tabuleiros, dão-lhes um propósito.

“É uma oportunidade para nos relembrarmos que somos bons, que podemos trabalhar outra vez.”

“Nós dançamos na cozinha, não é?”

Tompson sabe que o serviço pode ser um pouco mais lento, mas há muito mais a passar-se aqui do que apenas cozinhados.

“Vamos dançar!”